|
Busca
O Elson Barbosa, dono da comunidade da revista Bizz no Orkut, bolou um negócio muito interessante comigo: uma entrevista, via MSN, que seria postada na Comunidade. Achei ótimo esse formato, pá-pum, que começou em volta do livro do Simonal, foi (claro) para a Bizz e terminou falando de imprensa musical e cultural como um todo. O papo é o que segue, do jeito que foi digitado: Alguns amigos têm me perguntado sobre a capa do livro – a "Rolling Stone" publicou a capa laranja e a "Billboard" publicou a capa azul. Qual é a capa correta? Bem, as duas são corretas. Vamos fazer as duas tiragens (parece que a azul vai só para alguns pontos de vendas específicos, tipo "tiragem limitada especial", uouou). Mas, para quem quiser comparar, estas são as capas definitivas de "Nem vem que não tem: A vida e o veneno de Wilson Simonal". Ambas feitas no maior capricho pelo grande Rodolfo França, designer talentosíssimo que eu conheci na época da "Bizz" e que fiz questão de trazer para trabalhar comigo na "Época São Paulo". Veja se não ficou/ficaram lindas: A última parte de "The Beatles: Para Saber Mais". Outro dia, fuçando em pastas mortas, achei a sugestão de capa que eu fiz para o livrinho. Quando achar de novo, atualizo este post com as duas: a que eu sugeri e a que acabou saindo. Este últimó capítulo é dedicado às carreiras solo. Para fugir do lugar comum das biografias (muito mais as "pocket-biografias") eu salpiquei informações que não são muito comuns em livros dos Beatles, como detalhes dos contratos da banda, informações sobre as turnês e set-lists e as carreiras solo. Espero que vocês tenham gostado. Quarto dos cinco capítulos do livro "Beatles: Para Saber Mais", desta vez sobre os anos finais da banda. Subo o capítulo final, sobre as carreiras solo, na segunda-feira, beleza? Agora, os anos psicodélicos dos Beatles. Ilustrando o post, o sensacional quadro "Tomorrow Never Knows", do Klaus Voormann, o mesmo que pintou a capa do "Revolver". Os Beatles bem que poderiam ter usado essa arte no encarte do "Revolver" remasterizado, não? Segunda parte do texto do pocket book "Beatles: Para Saber Mais" que eu escrevi em 2003. Ontem circulou geral esse vídeo, do "debate" entre Ed Motta, Frejat e Álvaro Pereira no "Altas Horas" e me deu uma incontrolável vontade de escrever sobre o que fiquei pensando durante a noite. Acho daria para fazer um seminário em cima desse vídeo e de tudo de errado que ele representa na cultura brasileira. Mas esse post é tudo o que os artistas merecem: Escrevi esse perfil do jornalista Caco Barcellos para a Revista Fantástico de novembro de 2007. Foi uma das raríssimas chances que a carreira nos dá de fazer um perfil do jeito que deve ser feito: com acesso total ao personagem, com tempo para pesquisa e reportagem, com estrutura para embarcar Brasil afora com o entrevistado, com um baita fotógrafo como o Kiko Ferrite do nosso lado. Foi meu primeiro trabalho para a Editora Globo, a partir do convite do grande José Ruy Gandra. Fui editor-executivo nessa edição, daí logo fui convidado para assumir a “Monet”, no início de 2008, e da “Monet”, agora, parto para a Época São Paulo. Ou seja, é um trabalho pra lá de especial no meu coração. Isso tudo sem contar o prazer descomunal de entrar um pouco na cabeça de Caco Barcellos, figura histórica do jornalismo brasileiro, e ser humano absolutamente intrigante. Evidentemente, apurei muito mais do que cabia no (generoso) espaço da revista. Aqui está a versão original, na íntegra. E abaixo está a foto usada na abertura da revista, no Senado, em que eu acabei aparecendo sem querer. Outro dia o João Marcello Bôscoli apareceu aqui na redação da "Monet" para gravar uma entrevista comigo, para o programa bacana que ele está produzindo e apresentando na TV Cultura, o Radiola. Falamos um tempão, como sempre, sobre diversos assuntos, de forma que eu não fazia idéia de que corte eles usariam na edição final. Foi ao ar na edição de segunda-feira, dia 18, e ficou jóia. Por algum motivo, tenho esbarrado com certa freqüência na obra do artista plástico americano Packard Jennings nas últimas semanas. O cara faz panfletos, vídeos, bonecos, invade mercados e shopping centers, numas de desafinar o coro dos contentes. Entrevistei Jennings para a edição de setembro de 2007 da Revista MTV. Semana que vem o Multishow leva ao ar seu primeiro programa "Multishow Registro", com o show do Los Hermanos na Fundição Progresso em 9 de junho de 2007, o último dos três shows de despedida do grupo antes do que eles chamam de "recesso". Aqui está a íntegra da matéria de capa que eu fiz para a "Bizz" de julho de 2007. Foi a última edição da revista e muita gente viu no texto uma parábola sobre o fim da indústria do disco e a inviabilidade de manter uma revista como ela. Bem, garanto que não foi intencional, mas, como eu embarquei para o Rio já sabendo do passamento da dita-cuja, pode muito bem ter rolado. Relendo o texto hoje, achei bem razoável. Meu querido primo Edimilson, grande amigo, meu professor de heavy metal (hahaha), está fazendo mais uma faculdade, de História, e seu trabalho de conclusão de curso é sobre o papel de Paulo de Tarso como grande arquiteto do cristianismo. Como o Edi não é cristão, sei que o que ele pensa sobre o assunto é mais ou menos o que os críticos chamam, pejorativamente de "paulinismo": a idéia de que foi Paulo que "inventou" a igreja cristã como a conhecemos hoje, diluindo os ensinamentos de Cristo num formato palatável aos não-judeus. Segundo eles, o que vivemos hoje seria mais um "paulinismo" do que um cristianismo. Revistas como a Superinteressante e a Galileu, inclusive, já ciscaram por esse tema. Edi me pediu para ajuda-lo a entender como os cristãos entendem o papel de Paulo. Demorei um pouco, porque não encontrei nenhum estudo específico sobre isso, então pesquisei tudo sozinho. Apesar de um certo desânimo com o que considero uma polêmica vazia, resolvi dividir aqui também com vocês, porque vejo esse assunto nas capas de grandes revistas e porque me lembro do famoso "debate evangélico" que o músico Hansen, do grupo Harry, detonou no Orkut há coisa de um ano e pouco, envolvendo este que vos digita (quem souber a url disso, por favor deixe lá nos comentários). Ficou bem cheio de citações bíblicas, mas acho que era para ser assim mesmo. Enfim, o que escrevi foi o seguinte: Dia 26 próximo estréia a nova temporada do "Discoteca MTV", série de documentários sobre grandes discos da história do pop brasileiro. Ano passado, eu dei depoimentos sobre "Revoluções por Minuto", do RPM, e sobre o primeiro dos Mutantes. Este ano, da lista de discos que a MTV me propôs, imaginei ter o que falar sobre "O Samba Poconé", terceiro e mais conhecido álbum do Skank. Apesar de reconhecer que "O Samba Poconé" é mesmo melhor, meu disco favorito do Skank é "Calango", de 1994. Daí que eu me lembrei de uma história curiosa sobre "Calango". Em 1994, eu trabalhava no "Estadão" e fazia freelances para a "General", uma revista alternativa de vida curta dirigida pelo André Forastieri e pelo Rogério de Campos. Numa visita à redação da "General", vi na mesa do André uma fitinha cassete anotada "ADVANCE - SKANK" na capa. Perguntei o que significava aquilo e ele me explicou simplesmente que era o "novo do Skank". Eu já conhecia o Skank por causa do hit "O Homem Q Sabia Demais" que tocava bastante no rádio, e já havia escrito sobre a banda nos tempos do "Jornal de Jundiaí" - mas confesso que 80% da minha simpatia era porque a "Bizz" mandava gostar. Mas pedi a fitinha para o André e ele me deu. Ouvindo no carro, fiquei impressionado com o disco, e sugeri aos meus editores no jornal. Na época, novinho, eu não fazia idéia de que os jornais tivessem de respeitar embargos de advances para publicação (a gravadora mandava fitas cassete para as revistas mensais, que demoram mais para fechar, e só depois enviavam o disco para jornais diários, para que todo mundo publicasse mais ou menos no mesmo tempo). De posse de uma fita emprestada, eu falei de "Calango" antes de qualquer outro veículo, em outubro de 1994. Como o espaço era generoso (mais por causa do tamanho da foto do que pelo tamanho do texto), a banda leu. Como o Skank era uma banda nova, ninguém reclamou, e logo e a gente se conheceu e trocamos muitas figurinhas até hoje. No momento, o Skank está gravando seu nono disco de estúdio, produzido pelo mesmo Dudu Marote de "Calango". Pelo que Samuel me disse, vem aí um disco menos taciturno, com mais groove do que os anteriores, mais intervenções eletrônicas, ainda que nem de perto eles cogitem um álbum de reggae. Outra novidade é que, pela primeira vez, os quatro estão compondo juntos, no estúdio. Mas deixe-me voltar ao assunto, o velho textinho sobre "Calango", de outubro de 1994: Ainda tem gente falando sobre a inviabilidade de se fazer revista de música no Brasil. Sempre me procuram para falar disso, e eu sempre digo: "posso até falar, mas acredito que não vai ser o que você quer ouvir". Minha opinião é simples e eu sempre a repito: não tem revista de música no Brasil pelo mesmo motivo que não tem futebol nos EUA. Eu não sei explicar, só sei que sempre foi assim. Acho meio improdutivo ficar discutindo esse assunto, porque, na realidade, é só um "wishful thinking", o de achar que a realidade poderia se moldar ao nosso gosto pessoal. Não, amigões, não é assim que a coisa funciona. Mas, bem, o link original do texto do Jornal do Brasil é este aqui. O texto é de Braulio Lorentz. Uma das melhores coisas em ter trabalhado mais de cinco anos no Zap! (o suplemento jovem semanal do Estadão) foi conhecer lugares e pessoas que eu jamais cogitei conhecer. E, por outro lado, falar coisas para o público teen que raramente ele costuma ouvir. Quando os Backstreet Boys estavam pelo mundo dando entrevistas de divulgação, Howie D. veio a São Paulo e eu fui entrevista-lo. O texto, publicado em junho de 1998, fugia totalmente do tom apaixonado que fãs (e jornalistas) costumavam usar em situações como aquela. Fiz o texto coalhado de pequenas ironias, mas tratava o garoto com o maior respeito – até porque achei o cara bem gente boa mesmo. Não era um pilantra camuflado de artista, era um profissional do entretenimento. Como está lá no texto: normal. |
Tudo Boa Gente
Beatles |
Simonal |
Caderno Zap! |
Anos 90 |
boy band |
Backstreet Boys |
gospel |
Johnny Cash |
jornalismo musical |
Wilson SImonal |
TV Globo |
cristianismo |
criacionismo |
evangélico |
revistas |
Fantástico |
Bizz |
Nelson Motta |
Nem vem que não tem |
H. Donald Daae |
Francis Collins |
Gênesis |
Caco Barcellos |
Profissão Repórter |
Renan Calheiros |
Senado |
Barack Obama |
Cravo e Canella |
Rodrigo Leão |
Tim Maia Racional |
|