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Essa eu achei em um CD com textos antigos e nem me lembrava de ter escrito. Era na época em que trabalhei na Som Livre, cuidando de um portal de música (conteúdo e comércio online) lá por 1998/1999. Fui convidado para cuidar dos textos dos encartes de alguns boxed-sets da Globodisk (lembra? aquelas caixas de CDs vendidas pela televisão?). O texto abaixo foi feito para uma caixa chamada "Bravo! Classical Music", que acabou não saindo. Quem manja de música erudita pode deixar comentário corrigindo os eventuais vacilos: Dando uma pequena pausa na trip Simonal deste site, queria compartilhar com vocês um texto muito especial que tem voltado à minha mente com recorrência nos últimos dias. Ele responde a uma pergunta que sempre me fazem, sobre o que eu acho da Sônia e Estevam Hernandez, sobre os escândalos financeiros que os cercam, sobre o que eu penso desses líderes carismáticos, dessas igrejas neo-pentecostais que aparecem da noite para o dia, desses profetas televisivos etc. Eu achava muita coisa sobre essa gente, mas hoje eu acho só o que está no texto logo abaixo: Cristianismo sem Bíblia, fé cristã sem respeito absoluto pela sabedoria bíblica, é um terreno fértil para o desenvolvimento de líderes carismáticos inescrupulosos e malucos de pedra. Os fiéis que escolhem esse caminho têm de estar preparado para os lunáticos, aproveitadores e, principalmente, para os lunáticos aproveitadores. Tem outra: por ter trabalhado com música por tanto tempo, estou convencido que o ser humano não foi feito para ser adorado como um deus, do jeito que essas seitas centradas em pessoas exigem que seus líderes sejam. (Engraçado, falei isso para o Rogério Flausino do Jota Quest outro dia, sem saber que o irmão dele, o Sideral, havia se convertido ao cristianismo). Seja um astro do rock, uma atriz de novela ou um pastor, em meio à adulação de uns, o escárnio de outros e à egolatria, uma hora ou outra o ser humano "quebra" e passa a acreditar que é um deus. Mas o "culto à personalidade", como dizem os americanos, é mais fácil de ser marketeado do que o Cristianismo bíblico, né? Lembro de quando eu e minha esposa passamos pelo stand da Igreja Renascer na última ExpoCristã. Ela virou-se para mim e disse: “se o nome de Jesus aparecesse com o mesmo destaque que essas fotos do Estevam e da Sônia, seria algo maravilhoso”. Acontece que o ser humano não quer Jesus, o ser humano quer líderes carismáticos com sorrisos photoshopados – e geralmente encontra gente inescrupulosa o suficiente para se oferecer a eles assim. Lá em Jundiaí, por exemplo, tem um pastor que se auto-intitula o “Moisés” de sua igreja, afirma que abriu o Oceano Atlântico com um cajado, que Deus se refere a ele como “capitão” e que Deus lhe deu o direito de antever os nomes que estão no Livro da Vida. Um outro que eu conheci de perto admite que, embora sua vida esteja longe do “padrão bíblico para ser pastor”, não tem dúvida de que Deus o chamou para liderar pessoas. Bem, se você acredita que o que “Deus me revelou” está em pé de igualdade (ou mesmo à frente) da Bíblia, então, por coerência, você tem que acreditar em qualquer coisa mesmo. Esse assunto me incomodava muito, até que eu li o texto abaixo, retirado de um boletim da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Agradeço até hoje a Deus por ele, por ter acalmado meu coração sobre essas profetadas de esquina que vemos hoje e sobre esse culto da personalidade que existe por aí. Basicamente, mostra que há um único jeito de enfrentar esse povo: com a Bíblia. O texto chama-se “Nenhuma Bíblia” e foi escrito pelo Reverendo Valdinei Aparecido Ferreira no comecinho de 2008. Espero que abençoe sua vida como abençoou a minha: Agora, os anos psicodélicos dos Beatles. Ilustrando o post, o sensacional quadro "Tomorrow Never Knows", do Klaus Voormann, o mesmo que pintou a capa do "Revolver". Os Beatles bem que poderiam ter usado essa arte no encarte do "Revolver" remasterizado, não? Por algum motivo, tenho esbarrado com certa freqüência na obra do artista plástico americano Packard Jennings nas últimas semanas. O cara faz panfletos, vídeos, bonecos, invade mercados e shopping centers, numas de desafinar o coro dos contentes. Entrevistei Jennings para a edição de setembro de 2007 da Revista MTV. Meu querido primo Edimilson, grande amigo, meu professor de heavy metal (hahaha), está fazendo mais uma faculdade, de História, e seu trabalho de conclusão de curso é sobre o papel de Paulo de Tarso como grande arquiteto do cristianismo. Como o Edi não é cristão, sei que o que ele pensa sobre o assunto é mais ou menos o que os críticos chamam, pejorativamente de "paulinismo": a idéia de que foi Paulo que "inventou" a igreja cristã como a conhecemos hoje, diluindo os ensinamentos de Cristo num formato palatável aos não-judeus. Segundo eles, o que vivemos hoje seria mais um "paulinismo" do que um cristianismo. Revistas como a Superinteressante e a Galileu, inclusive, já ciscaram por esse tema. Edi me pediu para ajuda-lo a entender como os cristãos entendem o papel de Paulo. Demorei um pouco, porque não encontrei nenhum estudo específico sobre isso, então pesquisei tudo sozinho. Apesar de um certo desânimo com o que considero uma polêmica vazia, resolvi dividir aqui também com vocês, porque vejo esse assunto nas capas de grandes revistas e porque me lembro do famoso "debate evangélico" que o músico Hansen, do grupo Harry, detonou no Orkut há coisa de um ano e pouco, envolvendo este que vos digita (quem souber a url disso, por favor deixe lá nos comentários). Ficou bem cheio de citações bíblicas, mas acho que era para ser assim mesmo. Enfim, o que escrevi foi o seguinte: |
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