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Este link eu recebi hoje pela manhã do professor Paulo Nogueira como resposta pelo exemplar de "Nem vem que não tem" que lhe mandei lá pra Londres. Trata-se de um número musical delicioso do filme Vai Que é Mole, de 1960, com Wilson Simonal e seu irmão Zé Roberto fazendo uma pontinha como integrantes do grupo de rock que acompanha o lendário Ankito e Anilza Leoni em "Você é de Morte". Simonal havia acabado de deixar o quartel (em maio de 1960) e trabalhava como secretário de Carlos Imperial, o "rei do rock" no Rio de Janeiro. Provavelmente, Imperial foi convidado pelo diretor J.B. Tanko para arrumar alguns "roqueiros" para figurar no filme, e arranjou um trabalhinho para seus protegidos do Clube do Rock. Alguém sabe se o contrabaixista é o mesmo Edson Bastos que tocava com Simonal e Zé Roberto nos Dry Boys?? Dando uma pequena pausa na trip Simonal deste site, queria compartilhar com vocês um texto muito especial que tem voltado à minha mente com recorrência nos últimos dias. Ele responde a uma pergunta que sempre me fazem, sobre o que eu acho da Sônia e Estevam Hernandez, sobre os escândalos financeiros que os cercam, sobre o que eu penso desses líderes carismáticos, dessas igrejas neo-pentecostais que aparecem da noite para o dia, desses profetas televisivos etc. Eu achava muita coisa sobre essa gente, mas hoje eu acho só o que está no texto logo abaixo: Cristianismo sem Bíblia, fé cristã sem respeito absoluto pela sabedoria bíblica, é um terreno fértil para o desenvolvimento de líderes carismáticos inescrupulosos e malucos de pedra. Os fiéis que escolhem esse caminho têm de estar preparado para os lunáticos, aproveitadores e, principalmente, para os lunáticos aproveitadores. Tem outra: por ter trabalhado com música por tanto tempo, estou convencido que o ser humano não foi feito para ser adorado como um deus, do jeito que essas seitas centradas em pessoas exigem que seus líderes sejam. (Engraçado, falei isso para o Rogério Flausino do Jota Quest outro dia, sem saber que o irmão dele, o Sideral, havia se convertido ao cristianismo). Seja um astro do rock, uma atriz de novela ou um pastor, em meio à adulação de uns, o escárnio de outros e à egolatria, uma hora ou outra o ser humano "quebra" e passa a acreditar que é um deus. Mas o "culto à personalidade", como dizem os americanos, é mais fácil de ser marketeado do que o Cristianismo bíblico, né? Lembro de quando eu e minha esposa passamos pelo stand da Igreja Renascer na última ExpoCristã. Ela virou-se para mim e disse: “se o nome de Jesus aparecesse com o mesmo destaque que essas fotos do Estevam e da Sônia, seria algo maravilhoso”. Acontece que o ser humano não quer Jesus, o ser humano quer líderes carismáticos com sorrisos photoshopados – e geralmente encontra gente inescrupulosa o suficiente para se oferecer a eles assim. Lá em Jundiaí, por exemplo, tem um pastor que se auto-intitula o “Moisés” de sua igreja, afirma que abriu o Oceano Atlântico com um cajado, que Deus se refere a ele como “capitão” e que Deus lhe deu o direito de antever os nomes que estão no Livro da Vida. Um outro que eu conheci de perto admite que, embora sua vida esteja longe do “padrão bíblico para ser pastor”, não tem dúvida de que Deus o chamou para liderar pessoas. Bem, se você acredita que o que “Deus me revelou” está em pé de igualdade (ou mesmo à frente) da Bíblia, então, por coerência, você tem que acreditar em qualquer coisa mesmo. Esse assunto me incomodava muito, até que eu li o texto abaixo, retirado de um boletim da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Agradeço até hoje a Deus por ele, por ter acalmado meu coração sobre essas profetadas de esquina que vemos hoje e sobre esse culto da personalidade que existe por aí. Basicamente, mostra que há um único jeito de enfrentar esse povo: com a Bíblia. O texto chama-se “Nenhuma Bíblia” e foi escrito pelo Reverendo Valdinei Aparecido Ferreira no comecinho de 2008. Espero que abençoe sua vida como abençoou a minha: O Elson Barbosa, dono da comunidade da revista Bizz no Orkut, bolou um negócio muito interessante comigo: uma entrevista, via MSN, que seria postada na Comunidade. Achei ótimo esse formato, pá-pum, que começou em volta do livro do Simonal, foi (claro) para a Bizz e terminou falando de imprensa musical e cultural como um todo. O papo é o que segue, do jeito que foi digitado: Último episódio da série de quatro podcasts promocionais do livro "Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal". Nesta semana, toco algumas bacanezas da fase "garoto-propaganda" (para a iniciativa privada e para o governo) do Simonal. Por último, o assunto é a obscura fase dos anos 1980 e 1990, incluindo inéditas e tal. No ar o terceiro dos quatro episódios do podcast do livro "Nem vem que não tem". Desta vez, os assuntos são: os shows do Simonal para teatro e a fase do cantor na RCA. Minha ignorância tecnológica me impediu de "embedar" o vídeo da minha aparição no "Revista de Sábado", da TV Tem (afiliada da Globo em Jundiaí, Sorocaba e regiões). Assim, tudo o que posso fazer é dar o link para a página do programa. Se alguém me explicar como faz para grudar o monitorzinho aqui, serei eternamente grato! "Nem vem que não tem" no "Programa de Sábado". No ar, o segundo dos quatro episódios do podcast "Nem Vem Que Não Tem". Esta semana, eu falo sobre versões originais e versões "simonais" e também da fase Philips (1972-1975). Espero que gostem! Este é o comercial de TV do livro. Ele vai ao ar pela primeira vez hoje, no intervalo do "Baile do Simonal" que a TV Globo exibe logo após o Programa do Jô. Semana que vem ele volta no intervalo do "Som Brasil: Jorge Ben Jor", assunto totalmente pertinente. E daí em TVs fechadas e abertas deste país tropical bonito por natureza. Hoje (quinta-feira, 05 de novembro) é o dia do lançamento de "Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal" no Rio de Janeiro. Vai ser na Livraria da Travessa, a partir das 19h00. A noite começa com bate-papo comigo e com os irmãos Max de Castro e Simoninha (rendeu bem, aliás, o bate-papo na Livraria da Vila em São Paulo) e segue para os tradicionais autógrafos. Vai ser um prazer rever os amigos cariocas e conhecer o leitor do Rio. Escolhemos a Travessa não só pelo seu próprio charme e veneno, mas também pela localização. O Leblon foi o bairro onde o Simonal passou alguns dos anos mais importantes de sua vida, da pré-adolescência até o começo da vida adulta. Ele morava na hoje removida Favela da Praia do Pinto (saquem o fermento na foto desse post). O Leblon foi tão importante que basta dizer que foi lá, a alguns metros de onde hoje está o Shopping Leblon (onde fica a Livraria da Travessa) que meu biografado descobriu a música e o sexo, por exemplo. Confira abaixo o capítulo "Leblon" do meu livro e apareça lá à noite pra dizer o que achou. Alguns amigos têm me perguntado sobre a capa do livro – a "Rolling Stone" publicou a capa laranja e a "Billboard" publicou a capa azul. Qual é a capa correta? Bem, as duas são corretas. Vamos fazer as duas tiragens (parece que a azul vai só para alguns pontos de vendas específicos, tipo "tiragem limitada especial", uouou). Mas, para quem quiser comparar, estas são as capas definitivas de "Nem vem que não tem: A vida e o veneno de Wilson Simonal". Ambas feitas no maior capricho pelo grande Rodolfo França, designer talentosíssimo que eu conheci na época da "Bizz" e que fiz questão de trazer para trabalhar comigo na "Época São Paulo". Veja se não ficou/ficaram lindas: Nova série no site, inspirada no meu livro novo, "Nem vem que não tem: A vida e o veneno de Wilson Simonal", que sai até o fim deste mês. Para começar, algumas influências do Simonal, talvez não tão conhecidas pelos fãs atuais. Primeiro, o grande Sammy Davis Jr com "One for my baby", cantando a música em trechinhos imitando outros cantores: Viram a Rolling Stone nova? Com os Beatles na capa? Tem um capítulo inteirinho do meu novo livro, "Nem Vem Que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal", a biografia do rei da pilantragem que sai ainda este mês pela Editora Globo. É justamente o capítulo que fala sobre o primeiro show do Simonal no Maracanãzinho, quando ele foi abrir para o Sergio Mendes & Brasil'66 e "jantou" a atração principal. Comprem lá a revista e depois digam aqui nos comentários o que acharam do texto. Falando em Rolling Stone, lembrei desse gráfico que o colega Celso Masson, da Época, me passou ano passado, mas que acabou que eu não tive tempo de colocar aqui. Espero que não tenha ficado muito manjado: |
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