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Os amigos do Skank me convidaram para fazer o texto para o encarte da edição de 15 anos do meu disco favorito da banda, o Calango. Lembro bem quando escrevi sobre o disco, no comecinho da minha carreira, no Estadão. Foi um prazer olhar para o álbum depois desse tempo todo e ver como ele continua bom. Essa edição de 15 anos saiu em digipack, com demos e remixes como bônus e é altamente recomendável, se me permitem a auto-propaganda. O texto (que a própria banda publicou neste hot site é esse abaixo: O Elson Barbosa, dono da comunidade da revista Bizz no Orkut, bolou um negócio muito interessante comigo: uma entrevista, via MSN, que seria postada na Comunidade. Achei ótimo esse formato, pá-pum, que começou em volta do livro do Simonal, foi (claro) para a Bizz e terminou falando de imprensa musical e cultural como um todo. O papo é o que segue, do jeito que foi digitado: Alguns amigos têm me perguntado sobre a capa do livro – a "Rolling Stone" publicou a capa laranja e a "Billboard" publicou a capa azul. Qual é a capa correta? Bem, as duas são corretas. Vamos fazer as duas tiragens (parece que a azul vai só para alguns pontos de vendas específicos, tipo "tiragem limitada especial", uouou). Mas, para quem quiser comparar, estas são as capas definitivas de "Nem vem que não tem: A vida e o veneno de Wilson Simonal". Ambas feitas no maior capricho pelo grande Rodolfo França, designer talentosíssimo que eu conheci na época da "Bizz" e que fiz questão de trazer para trabalhar comigo na "Época São Paulo". Veja se não ficou/ficaram lindas: Ontem circulou geral esse vídeo, do "debate" entre Ed Motta, Frejat e Álvaro Pereira no "Altas Horas" e me deu uma incontrolável vontade de escrever sobre o que fiquei pensando durante a noite. Acho daria para fazer um seminário em cima desse vídeo e de tudo de errado que ele representa na cultura brasileira. Mas esse post é tudo o que os artistas merecem: Essa matéria saiu na "Bizz" no final do ano 2000. Vai pro ar aqui no site sem grandes ganchos -- além do que o André Saddy, do Canal Brasil, pode saber (hahaha, altas conversas cifradas, essa). Achei a versão inicial do texto, bem maior e sem a edição que o Emerson Gasperin e/ou o José Flávio Jr. fizeram no texto. A versão publicada está bem melhor, claro, mas esta é bem maior. Muita gente fala dessa matéria, "Ronnie Von muito louco", porque ela detonou um certo movimento underground de revalorização dessa fase do nosso querido mãe de gravata. Acabou rendendo Aliás, isso me lembra uma história engraçada. Anos depois de a matéria ser publicada, o duo indie americano Damon & Naomi veio tocar no Brasil e chegou pedindo aos jornalistas referências sobre onde eles poderiam encontrar os "discos psicodélicos do Ronnie Von". O colunista da Folha de S.Paulo, Álvaro Pereira Júnior deu o crédito do interesse da dupla a seus "amigos colecionadores", porque aqui no Brasil o Ronnie é "desprezado pelo público cabeça". Lembro que na época fiz piada do tipo: "Não sei se o Ronnie seria endeusado se ele tivesse nascido em Londres ou se o público cabeça brasileiro soubesse ler em português..." Bem, está aí, o texto, logo depois da bela página dupla em que ele foi acomodado na revista: Semana que vem o Multishow leva ao ar seu primeiro programa "Multishow Registro", com o show do Los Hermanos na Fundição Progresso em 9 de junho de 2007, o último dos três shows de despedida do grupo antes do que eles chamam de "recesso". Aqui está a íntegra da matéria de capa que eu fiz para a "Bizz" de julho de 2007. Foi a última edição da revista e muita gente viu no texto uma parábola sobre o fim da indústria do disco e a inviabilidade de manter uma revista como ela. Bem, garanto que não foi intencional, mas, como eu embarquei para o Rio já sabendo do passamento da dita-cuja, pode muito bem ter rolado. Relendo o texto hoje, achei bem razoável. Dia 26 próximo estréia a nova temporada do "Discoteca MTV", série de documentários sobre grandes discos da história do pop brasileiro. Ano passado, eu dei depoimentos sobre "Revoluções por Minuto", do RPM, e sobre o primeiro dos Mutantes. Este ano, da lista de discos que a MTV me propôs, imaginei ter o que falar sobre "O Samba Poconé", terceiro e mais conhecido álbum do Skank. Apesar de reconhecer que "O Samba Poconé" é mesmo melhor, meu disco favorito do Skank é "Calango", de 1994. Daí que eu me lembrei de uma história curiosa sobre "Calango". Em 1994, eu trabalhava no "Estadão" e fazia freelances para a "General", uma revista alternativa de vida curta dirigida pelo André Forastieri e pelo Rogério de Campos. Numa visita à redação da "General", vi na mesa do André uma fitinha cassete anotada "ADVANCE - SKANK" na capa. Perguntei o que significava aquilo e ele me explicou simplesmente que era o "novo do Skank". Eu já conhecia o Skank por causa do hit "O Homem Q Sabia Demais" que tocava bastante no rádio, e já havia escrito sobre a banda nos tempos do "Jornal de Jundiaí" - mas confesso que 80% da minha simpatia era porque a "Bizz" mandava gostar. Mas pedi a fitinha para o André e ele me deu. Ouvindo no carro, fiquei impressionado com o disco, e sugeri aos meus editores no jornal. Na época, novinho, eu não fazia idéia de que os jornais tivessem de respeitar embargos de advances para publicação (a gravadora mandava fitas cassete para as revistas mensais, que demoram mais para fechar, e só depois enviavam o disco para jornais diários, para que todo mundo publicasse mais ou menos no mesmo tempo). De posse de uma fita emprestada, eu falei de "Calango" antes de qualquer outro veículo, em outubro de 1994. Como o espaço era generoso (mais por causa do tamanho da foto do que pelo tamanho do texto), a banda leu. Como o Skank era uma banda nova, ninguém reclamou, e logo e a gente se conheceu e trocamos muitas figurinhas até hoje. No momento, o Skank está gravando seu nono disco de estúdio, produzido pelo mesmo Dudu Marote de "Calango". Pelo que Samuel me disse, vem aí um disco menos taciturno, com mais groove do que os anteriores, mais intervenções eletrônicas, ainda que nem de perto eles cogitem um álbum de reggae. Outra novidade é que, pela primeira vez, os quatro estão compondo juntos, no estúdio. Mas deixe-me voltar ao assunto, o velho textinho sobre "Calango", de outubro de 1994: Uma das três "Discotecas Básicas" que escrevi para a Bizz. Esta é de janeiro de 2007. Ainda tem gente falando sobre a inviabilidade de se fazer revista de música no Brasil. Sempre me procuram para falar disso, e eu sempre digo: "posso até falar, mas acredito que não vai ser o que você quer ouvir". Minha opinião é simples e eu sempre a repito: não tem revista de música no Brasil pelo mesmo motivo que não tem futebol nos EUA. Eu não sei explicar, só sei que sempre foi assim. Acho meio improdutivo ficar discutindo esse assunto, porque, na realidade, é só um "wishful thinking", o de achar que a realidade poderia se moldar ao nosso gosto pessoal. Não, amigões, não é assim que a coisa funciona. Mas, bem, o link original do texto do Jornal do Brasil é este aqui. O texto é de Braulio Lorentz. Antes que a “Bizz” voltasse ao formato mensal, em 2005, botamos nas bancas algumas séries de especiais. Uma delas foi “A História do Rock”. O formato era assim: cada matéria focava em um episódio histórico marcante e, a partir dele, nós "abríamos" o foco em direção a tudo o que aquilo representou. No primeiro volume da série, que ia dos anos 30 até o início dos anos 60, eu escrevi sobre Frank Sinatra, sobre como ele foi o responsável por a) inventar essa figura de "ídolo pop" e b) inventar a "ressurreição", depois de anos curtindo a decadência. A data-chave é abril de 1953, quando Sinatra assinou com a Capitol Records e entrou na sua melhor fase. Ficou um texto bem bonitinho. |
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