159 Musics
São 159 músicas, sem critérios de unidade aparente. Apenas 159 músicas de que gosto, postadas na hora em que me lembro delas.
Clipe do disco "Panamericana" da amiga Carolina Lima. Maravilha esse dueto com o gênio Miele, "Te Desfaço".
I Coríntios 15:15 diz assim: "E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam". E completa, nos versículos seguintes: "Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. , se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem."

Daí o grande Johnny Cash foi lá e falou de sua fé na ressurreição bem na cara da morte. "I Corinthians 15:15" está em Ain't no Grave, disco que reúne suas últimas gravações, e que acaba de sair. Acho que nenhum artista no mundo me fez chorar tanto quanto Johnny Cash, especialmente nesses discos em que ele, com um pé no mundo e outro na eternidade, cantava sobre espiritualidade.

Tente não chorar, machão:
Inédita dos Beach Boys, por sua conta e risco. Al Jardine reconstruiu um tema original de 1978 que havia ficado na gaveta por todo esse tempo. Parece que, do tape original, só restaram os vocais de Brian e Carl Wilson e Mike Love.
"Don't Fight The Sea" será lançado no álbum "Postcard from California", o disco solo de Al Jardine que deve sair nas próximas semanas.
Às vezes, eu tenho a sensação de que estou tão alienado do mundo do rock que não seria capaz de reconhecer uma boa banda de rock nem se elas existissem de fato. É o famoso momento insegurança: será que o NxZero não é bom e eu é que não reconheço? Bem, esse aqui é "School", do Nirvana, ao vivo no festival de Reading de 1992, trecho do DVD que sai no comecinho de novembro. Não tem jeito: qualquer um reconhece como isso é assombrosamente bom.
Os Seahorses foram o momento em que eu desisti do rock, por assim dizer. A banda era perfeita: músicas boas, músicos bons, tudo no lugar, e ainda assim não emocionava. Entendi que o problema era comigo. Seja como for, não compreendi como "You Can Talk to Me" não foi um hit planetário. Melhor do que as porcarias roqueiras da época (1998), tipo Goo Goo Dolls, Everclear e congêneres.
Arquivos diversos
Além do Estadão, Bizz, Monet etc, eu já escrevi para tantos lugares que nem me lembro direito. Conforme for lembrando e digitalizando os textos, prometo coloca-los nesta série.
Os amigos do Skank me convidaram para fazer o texto para o encarte da edição de 15 anos do meu disco favorito da banda, o Calango. Lembro bem quando escrevi sobre o disco, no comecinho da minha carreira, no Estadão. Foi um prazer olhar para o álbum depois desse tempo todo e ver como ele continua bom. Essa edição de 15 anos saiu em digipack, com demos e remixes como bônus e é altamente recomendável, se me permitem a auto-propaganda. O texto (que a própria banda publicou neste hot site é esse abaixo:
Essa eu achei em um CD com textos antigos e nem me lembrava de ter escrito. Era na época em que trabalhei na Som Livre, cuidando de um portal de música (conteúdo e comércio online) lá por 1998/1999. Fui convidado para cuidar dos textos dos encartes de alguns boxed-sets da Globodisk (lembra? aquelas caixas de CDs vendidas pela televisão?). O texto abaixo foi feito para uma caixa chamada "Bravo! Classical Music", que acabou não saindo. Quem manja de música erudita pode deixar comentário corrigindo os eventuais vacilos:
Essa matéria é de setembro de 2003, e fiz a pedido do pessoal que estava preparando a edição de estréia da revista "Outra Coisa". É meio um perfil do rapper Sabotage, misturado a atualizações sobre o caso policial de seu assassinato.
A última vez que vi Sabotage, curiosamente, foi quando eu estava na estação Vila Mariana do Metrô, dentro do ônibus do Jardim Climax, esperando a partida da condução, e vi aquela sensacional figura de ébano esguia com cabelos de antena "pedindo" ao motorista para entrar pelas portas do fundo. Na época, eu andava bastante com o Marcelo Ferla, que andava bastante com os caras do Instituto, e nesse circuito ouvíamos todos muito do material do que seria o segundo disco de Sabotage. Sempre achei que ele seria um ponto crucial do rap brasileiro, porque ele rimava bem (como os Racionais, que são áridos musicalmente), mas era musical (como Marcelo D2, que rima muito mal). Mas, enfim, estamos no Brasil. Veja se o texto ainda faz sentido seis anos depois:
A última parte de "The Beatles: Para Saber Mais". Outro dia, fuçando em pastas mortas, achei a sugestão de capa que eu fiz para o livrinho. Quando achar de novo, atualizo este post com as duas: a que eu sugeri e a que acabou saindo.
Este últimó capítulo é dedicado às carreiras solo. Para fugir do lugar comum das biografias (muito mais as "pocket-biografias") eu salpiquei informações que não são muito comuns em livros dos Beatles, como detalhes dos contratos da banda, informações sobre as turnês e set-lists e as carreiras solo. Espero que vocês tenham gostado.
Quarto dos cinco capítulos do livro "Beatles: Para Saber Mais", desta vez sobre os anos finais da banda. Subo o capítulo final, sobre as carreiras solo, na segunda-feira, beleza?
Bizz
A Bizz foi a mais importante revista de música do Brasil. Foi por causa dela que comecei a escrever e foi nela que publiquei meus primeiros textos na imprensa nacional, em 1993. Dirigi a Bizz durante sua breve ressurreição, entre 2005 e 2007. Nesta série estão textos publicados na revista ao longo desses 14 anos de colaboração.
Essa matéria saiu na "Bizz" no final do ano 2000. Vai pro ar aqui no site sem grandes ganchos -- além do que o André Saddy, do Canal Brasil, pode saber (hahaha, altas conversas cifradas, essa). Achei a versão inicial do texto, bem maior e sem a edição que o Emerson Gasperin e/ou o José Flávio Jr. fizeram no texto. A versão publicada está bem melhor, claro, mas esta é bem maior.

Muita gente fala dessa matéria, "Ronnie Von muito louco", porque ela detonou um certo movimento underground de revalorização dessa fase do nosso querido mãe de gravata. Acabou rendendo tributo virtual, o relançamento de alguns discos do cantor em CD e chegou até o exterior, nesse circuito de "nuggets" iniciado pelos Mutantes.

Aliás, isso me lembra uma história engraçada. Anos depois de a matéria ser publicada, o duo indie americano Damon & Naomi veio tocar no Brasil e chegou pedindo aos jornalistas referências sobre onde eles poderiam encontrar os "discos psicodélicos do Ronnie Von". O colunista da Folha de S.Paulo, Álvaro Pereira Júnior deu o crédito do interesse da dupla a seus "amigos colecionadores", porque aqui no Brasil o Ronnie é "desprezado pelo público cabeça". Lembro que na época fiz piada do tipo: "Não sei se o Ronnie seria endeusado se ele tivesse nascido em Londres ou se o público cabeça brasileiro soubesse ler em português..." Bem, está aí, o texto, logo depois da bela página dupla em que ele foi acomodado na revista:
Semana que vem o Multishow leva ao ar seu primeiro programa "Multishow Registro", com o show do Los Hermanos na Fundição Progresso em 9 de junho de 2007, o último dos três shows de despedida do grupo antes do que eles chamam de "recesso".

Aqui está a íntegra da matéria de capa que eu fiz para a "Bizz" de julho de 2007. Foi a última edição da revista e muita gente viu no texto uma parábola sobre o fim da indústria do disco e a inviabilidade de manter uma revista como ela. Bem, garanto que não foi intencional, mas, como eu embarquei para o Rio já sabendo do passamento da dita-cuja, pode muito bem ter rolado. Relendo o texto hoje, achei bem razoável.
Uma das três "Discotecas Básicas" que escrevi para a Bizz. Esta é de janeiro de 2007.
Antes que a “Bizz” voltasse ao formato mensal, em 2005, botamos nas bancas algumas séries de especiais. Uma delas foi “A História do Rock”. O formato era assim: cada matéria focava em um episódio histórico marcante e, a partir dele, nós "abríamos" o foco em direção a tudo o que aquilo representou.
No primeiro volume da série, que ia dos anos 30 até o início dos anos 60, eu escrevi sobre Frank Sinatra, sobre como ele foi o responsável por a) inventar essa figura de "ídolo pop" e b) inventar a "ressurreição", depois de anos curtindo a decadência. A data-chave é abril de 1953, quando Sinatra assinou com a Capitol Records e entrou na sua melhor fase. Ficou um texto bem bonitinho.
Coffee Break
Vídeos da minha coluna no "Jornal Ideal" da TV Ideal. Fiz 20 colunas semanais entre o final de 2007 e início de 2008.
Continuando a publicação das minhas obras completas como animador de auditório vazio, eis é o 12o. episódio do quadro "Coffee Break" do Jornal Ideal. Naquela semana, eu falei de John Fogerty, "Persépolis Completo", sobre "Onde os Fracos Não Têm Vez" e sobre o DVD "Pixar Short Films Collection". A respeito desse último, aproveito para uma correção: eu fiz uma confusão com títulos originais, personagens traduzidos e curta-metragens e apresentei o filme "Luxo Jr." (1986) como "Mate e a Luz Fantasma" (2006). E errei de novo, porque "Mate and the Ghost Light" foi lançado no Brasil como "Tom Mate e a Luz Fantasma". Foi mal aê.
Vou poupar vocês dos horripilantes episódios especiais de ano novo e Natal do "Coffee Break", então vou direto para os episódios "de linha". Este é o primeiro de 2008. As férias fizeram bem, porque a partir desse, eu diria que havia entendido a manha de escrever e falar na TV. Eu acho, sei lá. Neste episódio, de 25 de janeiro de 2008, eu falo da Animal Liberation Orchestra, da exposição Made in America e do filme "O Gângster".
Este foi o último "Coffee Break" do ano de 2007. Não sei por que, mas acho que me perdi nas datas dos anteriores. Este aqui eu tenho certeza que foi ao ar no dia 23 de dezembro, mas já não tenho certeza dos anteriores. Minha carreira de arquivista-de-mim mesmo está se revelando um fiasco. Neste "Coffee Break" eu falo da coletânea "Rolled Gold" dos Rolling Stones, do sétimo volume da série "Cidades Ilustradas" dedicado à São Paulo e também do livro "Por dentro do Jihad".
Bem, a esta altura do campeonato, publicar minha trajetória como colunista de televisão num distante 2007/2008 não deve interessar a ninguém, mas continuo a postar os "Coffee Breaks" na intenção de me livrar dos DVDs lá de casa, subindo seus conteúdos aqui na web. Esta é a edição de 30 de novembro, na qual eu falava de Fernanda Takai solo, DVD do Monty Python, A Vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil e "Unidos pelo Sangue":
Episódio de 23 de novembro de 2007. Tem "Unplugged" do Nirvana, o Festival de Peças de 1 Minuto dos Parlapatões e os filmes "Bee Movie" e "Novo Mundo".
Estadão
Textos publicados entre 1994 e 1998 no jornal O Estado de S. Paulo.
Dia 26 próximo estréia a nova temporada do "Discoteca MTV", série de documentários sobre grandes discos da história do pop brasileiro. Ano passado, eu dei depoimentos sobre "Revoluções por Minuto", do RPM, e sobre o primeiro dos Mutantes. Este ano, da lista de discos que a MTV me propôs, imaginei ter o que falar sobre "O Samba Poconé", terceiro e mais conhecido álbum do Skank. Apesar de reconhecer que "O Samba Poconé" é mesmo melhor, meu disco favorito do Skank é "Calango", de 1994. Daí que eu me lembrei de uma história curiosa sobre "Calango".

Em 1994, eu trabalhava no "Estadão" e fazia freelances para a "General", uma revista alternativa de vida curta dirigida pelo André Forastieri e pelo Rogério de Campos. Numa visita à redação da "General", vi na mesa do André uma fitinha cassete anotada "ADVANCE - SKANK" na capa. Perguntei o que significava aquilo e ele me explicou simplesmente que era o "novo do Skank".

Eu já conhecia o Skank por causa do hit "O Homem Q Sabia Demais" que tocava bastante no rádio, e já havia escrito sobre a banda nos tempos do "Jornal de Jundiaí" - mas confesso que 80% da minha simpatia era porque a "Bizz" mandava gostar. Mas pedi a fitinha para o André e ele me deu. Ouvindo no carro, fiquei impressionado com o disco, e sugeri aos meus editores no jornal.

Na época, novinho, eu não fazia idéia de que os jornais tivessem de respeitar embargos de advances para publicação (a gravadora mandava fitas cassete para as revistas mensais, que demoram mais para fechar, e só depois enviavam o disco para jornais diários, para que todo mundo publicasse mais ou menos no mesmo tempo). De posse de uma fita emprestada, eu falei de "Calango" antes de qualquer outro veículo, em outubro de 1994.

Como o espaço era generoso (mais por causa do tamanho da foto do que pelo tamanho do texto), a banda leu. Como o Skank era uma banda nova, ninguém reclamou, e logo e a gente se conheceu e trocamos muitas figurinhas até hoje.

No momento, o Skank está gravando seu nono disco de estúdio, produzido pelo mesmo Dudu Marote de "Calango". Pelo que Samuel me disse, vem aí um disco menos taciturno, com mais groove do que os anteriores, mais intervenções eletrônicas, ainda que nem de perto eles cogitem um álbum de reggae. Outra novidade é que, pela primeira vez, os quatro estão compondo juntos, no estúdio.

Mas deixe-me voltar ao assunto, o velho textinho sobre "Calango", de outubro de 1994:
Uma das melhores coisas em ter trabalhado mais de cinco anos no Zap! (o suplemento jovem semanal do Estadão) foi conhecer lugares e pessoas que eu jamais cogitei conhecer. E, por outro lado, falar coisas para o público teen que raramente ele costuma ouvir. Quando os Backstreet Boys estavam pelo mundo dando entrevistas de divulgação, Howie D. veio a São Paulo e eu fui entrevista-lo. O texto, publicado em junho de 1998, fugia totalmente do tom apaixonado que fãs (e jornalistas) costumavam usar em situações como aquela. Fiz o texto coalhado de pequenas ironias, mas tratava o garoto com o maior respeito – até porque achei o cara bem gente boa mesmo. Não era um pilantra camuflado de artista, era um profissional do entretenimento. Como está lá no texto: normal.
Época
Reportagens, críticas e resenhas publicadas originalmente na revista semanal de informação da Editora Globo, a "Época".
Essa saiu na "Época" de 28 de junho e também no blog "Mente Aberta.
Esta foi minha primeira contribuição para a revista "Época", a publicação semanal da Editora Globo. Saiu na edição de 06 de junho, pouco depois de Os Mutantes (ou o Sergio Dias que restou d'Os Mutantes) haver lançado, na internet, a música "Mutantes Depois".

Muita gente se indignou com a música e, pior, com o fato de Serginho haver continuado usando o nome do grupo sem Arnaldo Baptista. Francamente, não estou nem aí. Acho que a rocambolesca história do grupo após 1973 faz com que qualquer coisa que aconteça dali para frente entre para a história como uma coda, um adendo que não faz grande diferença ao legado original do trio paulista.

Conversando com Serginho, na época, concluí que ele é tão fã dos Mutantes quando eu ou quanto nós, e usa aqueles argumentos bobos de fã: "é preciso continuar enquanto existir magia", "a música é maior do que as pessoas etc". Depois, fiquei sabendo de histórias desabonadoras sobre a (essa nova) saída do Arnaldo, mas nada que a gente já não tenha visto pior no mundo do roque brasileiro.
Inéditos Causa Própria
Aqui, bem, são textos escritos especialmente para o site.
Oi, lembram de mim? Eu era o cara que até setembro do ano passado publicava neste espaço.
Eu queria, do fundo do coração, ter feito um post de aviso de sumiço temporário, mas a avalanche de trabalho foi tão grande que o estrago já está feito. Agora é chamar os amigos de volta, com a promessa de nunca mais me escafeder desse jeito.

Aproveito para tornar público os quatro grandes "culpados" pela confusão: um filho novo, uma casa nova (acredite: aquilo é um banheiro), um livro novo (aguarde novidades por aqui mesmo, nos próximos dias) e uma revista nova.

Todos estão bem, lindos e fortes. Acho que dá pra puxar uma cadeira e conversar por aqui com os amigos, né?
Ontem circulou geral esse vídeo, do "debate" entre Ed Motta, Frejat e Álvaro Pereira no "Altas Horas" e me deu uma incontrolável vontade de escrever sobre o que fiquei pensando durante a noite.

Acho daria para fazer um seminário em cima desse vídeo e de tudo de errado que ele representa na cultura brasileira. Mas esse post é tudo o que os artistas merecem:
Minha fé
Como vocês devem saber (se não sabem, my fault) sou cristão, praticantíssimo. Batista, convertido desde os anos 80, religião (e seus desdobramentos sociais e culturais) é um dos meus assuntos favoritos. Com o surgimento do Causa Própria, realizei o velho sonho de escrever sobre o assunto em um lugar adequado. Aqui estão meus textos sobre cristianismo.
Amanhã tem Marcha para Jesus, evento que ocorre desde 1993 organizado pela igreja Renascer. Soube há algumas horas que há um pequeno grupo de cristãos incorformados marchando dentro da Marcha num movimento pela ética dentro das igrejas ditas evangélicas.

Veja abaixo o mini-documentário "Duas Marchas", sobre o que eles fizeram no ano passado. Aqui, mais detalhes do que eles pretendem fazer em 2010.
Dando uma pequena pausa na trip Simonal deste site, queria compartilhar com vocês um texto muito especial que tem voltado à minha mente com recorrência nos últimos dias. Ele responde a uma pergunta que sempre me fazem, sobre o que eu acho da Sônia e Estevam Hernandez, sobre os escândalos financeiros que os cercam, sobre o que eu penso desses líderes carismáticos, dessas igrejas neo-pentecostais que aparecem da noite para o dia, desses profetas televisivos etc.

Eu achava muita coisa sobre essa gente, mas hoje eu acho só o que está no texto logo abaixo: Cristianismo sem Bíblia, fé cristã sem respeito absoluto pela sabedoria bíblica, é um terreno fértil para o desenvolvimento de líderes carismáticos inescrupulosos e malucos de pedra. Os fiéis que escolhem esse caminho têm de estar preparado para os lunáticos, aproveitadores e, principalmente, para os lunáticos aproveitadores.

Tem outra: por ter trabalhado com música por tanto tempo, estou convencido que o ser humano não foi feito para ser adorado como um deus, do jeito que essas seitas centradas em pessoas exigem que seus líderes sejam. (Engraçado, falei isso para o Rogério Flausino do Jota Quest outro dia, sem saber que o irmão dele, o Sideral, havia se convertido ao cristianismo). Seja um astro do rock, uma atriz de novela ou um pastor, em meio à adulação de uns, o escárnio de outros e à egolatria, uma hora ou outra o ser humano "quebra" e passa a acreditar que é um deus.

Mas o "culto à personalidade", como dizem os americanos, é mais fácil de ser marketeado do que o Cristianismo bíblico, né? Lembro de quando eu e minha esposa passamos pelo stand da Igreja Renascer na última ExpoCristã. Ela virou-se para mim e disse: “se o nome de Jesus aparecesse com o mesmo destaque que essas fotos do Estevam e da Sônia, seria algo maravilhoso”. Acontece que o ser humano não quer Jesus, o ser humano quer líderes carismáticos com sorrisos photoshopados – e geralmente encontra gente inescrupulosa o suficiente para se oferecer a eles assim.

Lá em Jundiaí, por exemplo, tem um pastor que se auto-intitula o “Moisés” de sua igreja, afirma que abriu o Oceano Atlântico com um cajado, que Deus se refere a ele como “capitão” e que Deus lhe deu o direito de antever os nomes que estão no Livro da Vida. Um outro que eu conheci de perto admite que, embora sua vida esteja longe do “padrão bíblico para ser pastor”, não tem dúvida de que Deus o chamou para liderar pessoas. Bem, se você acredita que o que “Deus me revelou” está em pé de igualdade (ou mesmo à frente) da Bíblia, então, por coerência, você tem que acreditar em qualquer coisa mesmo.

Esse assunto me incomodava muito, até que eu li o texto abaixo, retirado de um boletim da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo. Agradeço até hoje a Deus por ele, por ter acalmado meu coração sobre essas profetadas de esquina que vemos hoje e sobre esse culto da personalidade que existe por aí. Basicamente, mostra que há um único jeito de enfrentar esse povo: com a Bíblia.

O texto chama-se “Nenhuma Bíblia” e foi escrito pelo Reverendo Valdinei Aparecido Ferreira no comecinho de 2008. Espero que abençoe sua vida como abençoou a minha:
Nem vem que não tem: A vida e o veneno de Wilson Simonal
Posts relacionados à biografia do cantor Wilson Simonal, lançada pela Editora Globo em setembro de 2009.
Este link eu recebi hoje pela manhã do professor Paulo Nogueira como resposta pelo exemplar de "Nem vem que não tem" que lhe mandei lá pra Londres. Trata-se de um número musical delicioso do filme Vai Que é Mole, de 1960, com Wilson Simonal e seu irmão Zé Roberto fazendo uma pontinha como integrantes do grupo de rock que acompanha o lendário Ankito e Anilza Leoni em "Você é de Morte".
Simonal havia acabado de deixar o quartel (em maio de 1960) e trabalhava como secretário de Carlos Imperial, o "rei do rock" no Rio de Janeiro. Provavelmente, Imperial foi convidado pelo diretor J.B. Tanko para arrumar alguns "roqueiros" para figurar no filme, e arranjou um trabalhinho para seus protegidos do Clube do Rock. Alguém sabe se o contrabaixista é o mesmo Edson Bastos que tocava com Simonal e Zé Roberto nos Dry Boys??
Os meus amigos são um barato
"Os meus amigos são um barato" é o nome de um disco da Nara Leão, né? Escolhi esse título para esta série, em que, na cara de pau, publico no "Causa Própria" textos e posts originalmente escritos para outros sites. Sites de meus amigos, claro.
Em homenagem à nova e eletrizante temporada de "O Aprendiz", lembrei desse texto do Camilo.
Escrito pelo Rodrigo Leão para sua coluna no jornal Metro e eternizada em seu blog Pop Prop.
Vai passear
Coisas bacanas e/ou interessantes em outros sites. Muito útil em dias de inspiração baixa.
Bem, parecia só uma questão de tempo poder assistir ao Pink Floyd ao vivo de novo, como quarteto, protagonizando a maior turnê de música pop de todos os tempos. Agora Rick Wright morreu (sabia que conseguiria driblar o clichê de que "ele foi fazer o grande show no céu"!) e mais esse sonho acabou, o que há de se fazer?

O comunicado oficial é discreto como poderíamos imaginar que seria. David Gilmour, que contou com Wright em sua última turnê solo, escreveu sobre o amigo em seu site. Roger Waters preferiu o silêncio. Ele teve a manha de demitir o tecladista na época do "The Wall" e, digníssimo, acendeu centenas de velas na home de seu site.

"Echoes", lançada em outubro de 1971, numa época em que o Pink Floyd buscava intensamente sua personalidade musical, instituiu uma das marcas registradas da banda, o dueto entre Rick Wright e David Gilmour, que seria usado de novo, por exemplo, em "Us and Them" e "Breathe". Essa versão é da excelente série televisiva "Live at Abbey Road", do canal Sony. O diretor não usou nenhum close de Rick Wright cantando. Ele deve ter se arrependido.
Em homenagem ao Bebê2, que chega em abril, dois tesouros da minha infância, que passavam no Globinho, apresentado pela Paula Saldanha! "Mio e Mao" e "A Linha". Como "bônus", a abertura da "Família Barbapapa".

Baixei um episódio dos Barbapapas em inglês e achei muito hippie e muito lento. Mas "A Linha" e "Mio e Mao" são deliciosos até hoje.

Bem-vindo ao mundo, Bebê2!
Não tenho a menor paciência para essa nostalgia de anos 80, especialmente após ter esgotado toda a minha cota com o "Dias de Luta", mas, veja, não dá para desprezar totalmente uma década que nos deu Jason Vorhees no talk show do Arsenio Hall:
Ainda tem gente falando sobre a inviabilidade de se fazer revista de música no Brasil. Sempre me procuram para falar disso, e eu sempre digo: "posso até falar, mas acredito que não vai ser o que você quer ouvir". Minha opinião é simples e eu sempre a repito: não tem revista de música no Brasil pelo mesmo motivo que não tem futebol nos EUA. Eu não sei explicar, só sei que sempre foi assim.

Acho meio improdutivo ficar discutindo esse assunto, porque, na realidade, é só um "wishful thinking", o de achar que a realidade poderia se moldar ao nosso gosto pessoal. Não, amigões, não é assim que a coisa funciona.

Mas, bem, o link original do texto do Jornal do Brasil é este aqui. O texto é de Braulio Lorentz.






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